José Eduardo Fernandes não se recandidata à presidência da ACBI e apela à mobilização do ciclismo regional
Presidente da Direção da Associação de Ciclismo da Beira Interior encerra ciclo de 8 anos de dedicação e alerta para a urgência de apresentação de listas candidatas até 28 de outubro para evitar vazio institucional.
O Presidente da Direção da Associação de Ciclismo da Beira Interior (ACBI), José Eduardo Fernandes, anunciou formalmente, em comunicado enviado aos clubes e à UVP-FPC, que não se recandidatará ao cargo nas próximas eleições associativas, marcadas para o dia 7 de novembro de 2026. A decisão coloca termo a um ciclo de oito anos de forte ligação e liderança na estrutura associativa regional.
Em comunicado dirigido a clubes, dirigentes, atletas e agentes do ciclismo regional — com conhecimento institucional remetido à Federação Portuguesa de Ciclismo —, o dirigente explica que a decisão decorre de razões de ordem pessoal, ligadas à necessidade de focar a atenção na saúde, na família e em novos projetos, aliadas ao desgaste acumulado ao longo dos últimos anos.
"Foi uma decisão profundamente refletida e necessária, tomada com a convicção de que dei tudo o que tinha ao serviço do ciclismo regional, mas com a clareza de que chegou o momento de encerrar este ciclo de liderança", afirma José Eduardo Fernandes.
Alerta e Apelo à Continuidade do Ciclismo na Região
Apesar da partida do atual líder, a prioridade da ACBI centra-se agora no futuro da modalidade na Beira Interior. José Eduardo Fernandes sublinha que o trabalho desenvolvido na formação de jovens atletas, no apoio aos clubes e na projeção do território no panorama desportivo nacional não pode estagnar.
O presidente deixa um alerta claro relativamente aos prazos e às consequências estatutárias caso não surjam candidaturas:
- Prazo para apresentação de listas: Termina às 24h00 do dia 28 de outubro de 2026 (10 dias antes da Assembleia Eleitoral de 7 de novembro).
- Impacto institucional: A ausência de uma Direção eleita e legitimada pode comprometer a celebração dos compromissos anuais exigidos pela Federação Portuguesa de Ciclismo.
- Consequências práticas: O vazio diretivo poderá inviabilizar a filiação de clubes e atletas para a próxima época desportiva, bem como colocar em causa a realização de eventos oficiais de âmbito regional e nacional na área geográfica da ACBI.
"O futuro do ciclismo na Beira Interior não depende de uma única pessoa: pertence a todos os clubes, dirigentes, treinadores e praticantes que, dia a dia, mantêm esta modalidade viva na nossa região", reforça o dirigente.
Três Eixos de Ação Prioritários
No seu apelo final aos filiados, a Direção da ACBI elenca três pilares fundamentais para ultrapassar este momento de transição:
- União de esforços: Colocar o superior interesse do ciclismo regional acima de quaisquer divergências.
- Protagonismo e mobilização: Formar novas equipas e quadros dirigentes disponíveis para garantir a estabilidade da associação.
- Proteção da formação: Assegurar que os jovens praticantes continuem a dispor de um quadro competitivo estruturado e ativo na região.
A Direção assegura ainda que o processo de transição será conduzido de forma serena, transparente e cooperativa, garantindo total apoio à equipa que venha a assumir os destinos da Associação de Ciclismo da Beira Interior.
Informação Útil / Contactos:
- Assembleia Geral Eleitoral: 7 de novembro de 2026
- Data-limite para submissão de listas: 28 de outubro de 2026, até às 24h00
- Mais informações e contactos: Direção da ACBI / Mesa da Assembleia Geral | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.




